Alqueva 400 @ 2026

Atualizado: 2026/04/30 | Cue sheet update new route

Pelas terras do grande lago…

Por dentro do Brevet…

  1. Se nunca participou em quaisquer Brevets, não poderá inscrever‑se pela primeira vez num Brevet de 400 km como o Alqueva 400.
  2. Caso, no ano corrente de 2026, não tenha realizado um dos Brevets de distância inferior — neste caso, 200 ou 300 km — deverá ter concluído, no ano anterior (2025), um Brevet dessa distância, ou seja, de 400 km, para se poder inscrever.
  3. Embora não disponhamos de um automatismo que garanta estas condições de inscrição no Alqueva 400, procedemos à análise e ao cancelamento das inscrições que não cumpram estes requisitos.

Estas inscrições representam um risco potencial adicional que não estamos dispostos a assumir, independentemente da “experiência individual”.

VOA –  Voluntários Organizadores Autónomos do Alqueva 400  | Filomena Goulão & Bruno Antunes

O valor das inscrições do Alqueva 400 será doado a uma casa de acolhimento, onde crianças e jovens em risco encontram um lugar seguro para crescer –  Fundação António Luís de Oliveira.

Esta iniciativa nasce no âmbito do projeto Raiz, impulsionado pelos randonneurs João Nascimento e João Quarenta.

A Fundação António Luís de Oliveira apoia jovens entre os 6 e os 18 anos — e, em alguns casos, até aos 25 — cada criança é acompanhada por uma equipa dedicada de psicólogos, educadores e voluntários. Mais do que responder a necessidades imediatas, este trabalho constrói percursos de vida, com base no respeito, na solidariedade e no espírito de partilha.

Ao participar, está a contribuir diretamente para este caminho.

Se quiser contribuir individualmente para esta causa pode fazê-lo diretamente em: RAIZ – Pedalar com propósito

Época de realização inscritos total_dns participantes homologados total_dnf Taxa de sucesso taxa_dnf tempo_medio_minutos Duração média tempo_mediano_minutos Duração mediana
2011 11 1 10 9 1 90,0 10,00 1.145 19h 05m 1.159 19h 19m
2012 10 0 10 10 0 100,0 0,00 1.171 19h 31m 1.159 19h 19m
2013 27 3 24 23 1 95,8 4,20 1.196 19h 56m 1.159 19h 19m
2014 24 0 24 24 0 100,0 0,00 1.228 20h 28m 1.220 20h 20m
2015 21 0 21 18 3 85,7 14,30 1.210 20h 10m 1.159 19h 19m
2016 23 0 23 20 3 87,0 13,00 1.174 19h 34m 1.098 18h 18m
2017 23 1 22 21 1 95,5 4,50 1.211 20h 11m 1.220 20h 20m
2018 27 5 22 21 1 95,5 4,50 1.336 22h 16m 1.342 22h 22m
2019 24 1 23 20 3 87,0 13,00 1.220 20h 20m 1.220 20h 20m
2022 23 1 22 20 2 90,9 9,10 1.220 20h 20m 1.220 20h 20m
2023 13 2 11 10 1 90,9 9,10 1.226 20h 26m 1.220 20h 20m
2026 44 6 38 31 7 81,6 18,40 1.326 22h 06m 1.342 22h 22m
# de participações Por Randonneurs diferentes
1 vez 74
2 vezes 17
3 a 4 vezes 15
5 a 9 vezes 7
10 ou mais vezes 2

O Alqueva 400 é o Brevet des Randonneurs Mondiaux que os Randonneurs Portugal organizam rumo ao Alentejo profundo, com saída de Vila Franca de Xira às 00:00 (noite de sexta para sábado).

Não podendo atravessar o rio Tejo de varino, saímos, como habitualmente, pela “lomba” da Ponte Marechal Carmona…

Numa noite de sexta‑feira, todo o cuidado é pouco, especialmente nos primeiros 50 km até Pegões. Para além das obrigatórias luzes e do colete refletor, adicionar uns “refletores de tornozelo” diminui a probabilidade de termos percalços graves… A avaliar pelo ar incrédulo de alguns automobilistas — que esperam tudo menos encontrar randonneurs fluorescentes a pedalar a estas horas — parece estar a resultar.

Trinta ondulantes quilómetros depois, chegamos a Montemor‑o‑Novo, um dos locais possíveis para retemperar forças antes de continuar a pedalar noite dentro. Daqui em diante, a EN 114 levar‑nos‑á às portas de Évora. O adiantado da hora impede‑nos de encontrar calorias de qualidade… pelo que o pão de Rala e as queijadas ficarão para outro momento menos madrugador.

Ziguezagueando pelas rotundas da zona industrial de Évora — que, a esta hora, de industrial tem muito pouco — encontramos a EN 18 que, quilómetro após quilómetro, nos afasta da cidade e do seu clarão de luz. Rapidamente circulamos entregues a nós próprios, no meio das retas intermináveis da planície alentejana, um lugar ímpar para quem gosta de pedalar de noite.

De quando em quando encontramos um automóvel, recordando‑nos de que não estamos sozinhos na estrada e de que o melhor é agir como se estivéssemos numa estrada “normal”, pois “o seguro morreu de velho”. Pela EN 256 somos levados a Reguengos de Monsaraz, onde chegamos ao km 153, terra de cromeleques e menires difíceis de vislumbrar com as nossas luzes que, ainda assim, cumprem a sua função e nos permitem ver por troços de estrada escuros como breu.

Com o raiar do dia somos contemplados com uma das vistas que vale a pena guardar para a posteridade — o nascer do dia no Alqueva. Os últimos quilómetros até Mourão são deslumbrantes!

Em Mourão, ao km 175, comemos e descansamos um pouco. Saímos em direção a Moura pela margem esquerda do Alqueva. Neste percurso teremos de ultrapassar alguns troços mais inclinados, até que, ao km 210, chegamos a Moura, mais um local que remonta ao séc. XII e ao qual vale a pena regressar.

Em Moura é o momento de virarmos as bicicletas para casa, pois até agora afastámo‑nos sempre. É com esse pensamento — e algumas calorias adicionais — que voltamos à estrada.

Rapidamente estamos na Vidigueira, prontos para chegar ao Alvito. Seguimos agora pela EN 257 em direção a Viana do Alentejo.

Já passaram por nós 277 km e, agora, é realmente importante gerir o esforço para chegar em boas condições, pelo que uma paragem para comer comida “real” não é má ideia.

Saímos de Viana cientes de que os 50 km até Montemor‑o‑Novo são sui generis: se, por um lado, são globalmente planos, a sua orientação a norte deixa antever vento contra o que, culminando com dois topos a 15% após passarmos a vila de Alcáçovas, faz com que o melhor mesmo seja pedalar com calma.

Ao km 327 estamos novamente em Montemor‑o‑Novo… há umas horas, quando passámos por aqui, estava tudo mais escuro.

Seguimos até Lavre, onde encontramos mais algumas calorias extra, libertando‑nos de barras e géis.

Por estradas conhecidas passamos por Foros de Carapuções, São Torcato e Benavente — uma mudança ao percurso tradicional do Alqueva, que traz os randonneurs por estradas com menos trânsito.

Vila Franca de Xira está cada vez mais perto. Nesta fase, o cansaço faz‑se sentir, o que, conjugado com o aumento do trânsito, requer um esforço adicional para chegarmos sem percalços e em segurança.

Olho vivo e cautela na travessia da reta do Cabo, e já estamos novamente em Vila Franca de Xira… Ainda agora estávamos nas terras do grande lago Alqueva.

Data limite de inscrição | 16 de maio de 2026

Vagas neste momento | 0

Data e hora de realização | 23 de maio de 2026 / 00:00

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Cue sheet | Entregue aos Randonneurs inscritos no Brevet

Localização dos postos de controlo | Vila Franca de Xira, Mourão, Moura, Alvito, Vila Franca de Xira

Tempo limite | 27 horas

Encerramento do posto de controlo de chegada | 03:00 | 24 de maio de 2026

BASE

15€Base
  • Cue sheet
  • Track de GPS
  • Cartão de percurso

MAIS

25€Mais
  • INCLUI BASE MAIS:
  • Medalha personalizada do Audax Club Parisen

Bookings

Brevet lotado, workers ride ou as inscrições ainda não estão/já não estão disponíveis